CRÍTICA: SEX EDUCATION

Calma, relaxa um pouco… Sexo não é tão complicado assim, só a vida que é, muitas vezes.

Este mais novo original Netflix, “Sex Education”, é uma série que não deixa de ser interessante em cada episódio. É claro, para ter certeza do que se trata a série inteira é preciso assistir e insistir, e, se possível, não se assustar com os primeiros minutos.

A vida é, geralmente, bastante sufocante. Principalmente na adolescência quando você possui centenas de decisões em uma transição turbulenta que é a ponte para se tornar um adulto. Sexo, problemas familiares, questões sociais e raciais fazem parte de um cotidiano em qualquer lugar do mundo, e pode até parecer saturado cada nova atualização da Netflix ter uma série que conte sempre a mesma coisa, mas Sex Education segue um rumo diferente.

Preocupado em falar principalmente sobre sexo, a série apresenta situações que provavelmente você já deve ter conhecido ou vivido: como uma primeira vez turbulenta ou uma questão específica a qual você se envergonhe bastante a ponto de ler isto agora, lembrar e ficar completamente desconfortável. Tudo o que a série faz é criar um diálogo entre cena e espectador, fazendo você se identificar e se entender. É claro que não é do primeiro episódio até o oitavo se tratando sobre sexo. Quando falamos de adolescência também se há a obrigação de entender outros aspectos difíceis: bullying escolar, pressão familiar, sexualidade, relacionamentos. Tudo em uma bolha caótica que cada indivíduo vive e tenta sobreviver sem que seja consumido por dentro, se descobrir e definir os traços de seu próprio futuro. Ser adolescente é aprender a enfrentar os traumas que a infância criou. É superar o medo e desafiar a si mesmo, criando um caminho que muda todo o parâmetro da sua própria vida.

Sem perder sua direção, a série ultrapassa clichês mas também os mantém de alguma forma. Reforça aspectos importantes para a sociedade de forma objetiva. Faz o espectador se sentir identificado com determinadas situações para que talvez ele consiga se encorajar em se autoaceitar. Se faz necessária sem criar uma clima denso, com cenas divertidas, um drama que não quebra o ambiente da série e uma trama perfeita. E, para completar, conclui sem a pretensão de estender para mais uma temporada.

Deixe um comentário