CRÍTICA: TITÃS

Talvez você, espectador, esperava um tom diferente para a série de um dos grupos de super heróis mais poderosos e divertidos da DC Comics, mas pode se enganar facilmente ao assistir Titãs. É preciso que se desvincule de tudo o que já foi feito sobre os heróis da DC até então, para não se confundir com os diversos tons já utilizados de Arrow a até Supergirl.

Desde o anúncio de que a série estava sendo produzida, houve especulações e críticas pesadas (principalmente a caracterização dos personagens) e escolha de elenco, e sabemos como o público pode ser completamente insatisfeito antes mesmo de assistir a série na íntegra, mas, felizmente, Titãs surpreende e supera todas as expectativas.

A história se baseia em volta de Rachel Roth (Teagan Croft), como é chamada, mas também popularmente conhecida como Ravena. Pessoas misteriosas vão atrás da jovem garota que possui habilidades um tanto curiosas e sombrias, e neste percurso desafiante que Rachel precisa enfrentar e descobrir suas origens, cruza seu destino com o de detetive Dick Grayson (Brenton Thwaites), o Robin. Em fuga de tudo e de si mesma, neste caminho que precede a morte, Ravena também se encontra com outros personagens clássicos dos quadrinhos que possuem ligação direta durante o enredo: Estelar (Anna Diopo) é, talvez, a melhor personagem de toda a série. Apesar da atriz sofrer críticas por seu visual como a alienígena, interpreta e se sobressai com uma atuação de tirar o fôlego. Tentando se reencontrar após perder sua memória, Estelar sente apenas de que precisa proteger Rachel do perigo, e se mostra poderosa o bastante para isso. Garfield Logan (Ryan Potter), ou Mutano, é um dos bons companheiros que Rachel encontra, e a série se preocupa em entender a relação entre os dois e buscar referências das HQs. Ainda tem Hank Hall/Rapina (Alan Ritchson)Dawn Granger/Columba (Minka Kelly)Donna Troy/Moça-Maravilha (Conor Leslie) e um bucado de personagens que complementam a trama.

Quem assiste Titãs esperando que a série seja um retrato igual do que já se viu em quadrinhos ou animações, vai se decepcionar. Não vai entender que, quando se junta à Netflix, sangue, porradaria e sexo ganha mais intensidade. Aproxima a ficção da realidade e deixa o animado um tanto “sombrio”, mas não quer dizer que perde sua essência e qualidade.

Seu desfecho não concluí muitas das questões que são levantadas desde o início, mas, aparentemente, garante que uma segunda temporada ainda melhor que a primeira está por vir. Além disso, a cena pós crédito introduz dois personagens icônicos da DC Comics e pode, enfim, apresentar integrantes importantes como Kid Flash, Ricardito e até Ciborgue.

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